Fazendo

Laticínio baiano assume liderança no Nordeste

 

 

Os laticínios Davaca anunciaram na noite de ontem, em Salvador, a ampliação de 100% da sua agroindústria localizada no município de Ibirapuã, no Extremo Sul do Estado. O investimento, em torno de R$ 40 milhões, irá criar 250 novos postos de trabalho na indústria, que já emprega 300 trabalhadores e deve gerar, indiretamente, três mil empregos no campo.

Com a ampliação, a Davaca passará a fracionar leite em pó e compostos lácteos secos como achocolatados, além de ampliar a capacidade de estocagem de suas câmaras frias de 600 toneladas para 1.800 toneladas de produto final. A previsão é de que as obras sejam concluídas no final de março e a produção passe, dentro de cinco anos, de um consumo diário de 240 mil litros de leite para 400 mil litros, tornando a empresa a maior produtora de laticínios da região Nordeste.

Em sua fala, o diretor executivo da empresa e vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios da Bahia (Sindileite), Lutz Rodrigues Junior, fez um agradecimento público ao governador Jaques Wagner, aos dirigentes das pastas da Fazenda, Agricultura e Indústria e Comércio e ao então secretário de Relações Institucionais, Rui Costa (atual secretário da Casa Civil), por terem criando condições de trazer competitividade ao setor.

Segundo ele, em 2007, os laticínios de Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul pagavam 1% de ICMS, enquanto os da Bahia pagavam 17%, o que gerava grande informalidade e fragilidade das indústrias baianas.

“Com os incentivos que recebemos do Governo da Bahia, ao longo de cinco anos, o setor obteve um crescimento de 50%, investindo em controle de qualidade dos produtos e segurança alimentar, e hoje movimenta cerca de R$ 1,2 bilhão no estado”, explicou o empresário, que possui uma rede de fornecedores com mais de 1.400 produtores de leite, em sua maioria da agricultura familiar, espalhados pelo Extremo Sul da Bahia e Nordeste de Minas Gerais.

Perseverança – Na opinião do secretário estadual da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, os laticínios Davaca merecem um troféu pelo empreendedorismo e perseverança diante das dificuldades enfrentadas. A opinião é partilhada pelo deputado estadual e membro da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, Mário Negromonte Junior (PP). “Lutz está de parabéns pela capacidade de investir e contribuir para desenvolver a região onde ele mora. É um homem visionário”, assinalou.

O secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, explicou que o empreendimento é estruturante para a pecuária leiteira na Bahia, principalmente por acontecer no Extremo Sul, região que possui o maior rebanho bovino do Estado.

Ibirapuã – Presente ao evento, o prefeito de Ibirapuã, Edvaldo Carvalho (PTC), ressaltou a importância do empreendimento para o município que possui pouco mais de nove mil habitantes. Segundo ele, graças à presença da Davaca, do plantio de cana da Agrounione e da usina de etanol Ibiralcool, a taxa de desemprego na cidade é próxima de zero. E juntas, as três empresas geram uma receita de ICMS em torno de R$ 320 mil por mês ao município.

“Tudo isso promove um avanço muito grande no município, inclusive com impacto no comércio e na construção civil. Hoje, praticamente não se encontra mais pedreiro disponível, que cobram em média R$ 100 pela jornada de oito horas de trabalho”, destacou Carvalho.

Davaca – Criada em 1991 e inaugurada em 1992, a agroindústria de laticínios Davaca obteve em 2011 um crescimento médio em torno de 15%. A empresa possui uma linha de produtos que inclui diversos tipos de queijos, requeijão cremoso, manteiga, dentre outros laticínios e 64% do seu faturamento se concentra na Bahia, mas ela também está presente nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe e Pernambuco. Em 2011, a Davaca venceu o 38º Concurso Nacional de Produtos Lácteos, realizado na cidade mineira de Juiz de Fora, obtendo o título de “Melhor Manteiga do Brasil”.

FONTE: Gente e mercado

 

   

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