Fazendão

Estudo da CNA e Cepea mostram que investir em produtividade é mais vantajoso que expandir o rebanho

 

 

O investimento em produtividade de leite pode ser uma alternativa mais vantajosa do que aumentar o rebanho. Se nas principais bacias leiteiras, a produtividade por vaca chegasse a 15 litros diários, haveria aumento de 87,6% na produção anual. É o que mostra a edição de abril/maio dos Ativos da Pecuária de Leite, publicação elaborada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Aumentar o rebanho ou investir em produtividade? O que vale mais a pena?

Análise baseada nas pesquisas de custo de produção de leite em algumas regiões de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, mostra que o investimento em produtividade, sem alterar o rebanho, pode ser a opção mais viável economicamente.

Se desconsiderarmos a produtividade da região de Castro (PR), que possui sistema de produção distinto do identificado nas demais áreas da amostra da pesquisa, é possível observar que a produtividade máxima é de 15 litros diários por vaca. Se em todas as regiões analisadas a produtividade por vaca alcançasse esse nível máximo, haveria aumento de 87,6% na produção anual de leite.

O aumento de custos para a obtenção dessa produtividade viria quase na mesma proporção do incremento da produção, em 89,71%, considerando o Custo Operacional Total (COT), que contabiliza o custo operacional efetivo e as depreciações. Para esse cálculo, foi analisado o COT médio de 2009 de cada região. Na média da amostra, se o produtor aumentar os gastos em 89,7%, investindo principalmente em alimentação, higienização e mão-de-obra, teria um ganho de produção de 87,6%, sem aumentar o seu rebanho.

Caso o produtor resolvesse aumentar o número de vacas para obter a mesma produção alcançada na simulação anterior, que tivessem a mesma produtividade média do rebanho atual, o valor que precisaria desembolsar seria 46,7% maior que o investimento para elevar a produtividade. Precisaria gastar 178,2% a mais que o custo atual para obter a mesma produção que poderia ter caso a produtividade subisse para 15 litros diários por vaca. Em receita, o aumento obtido com a maior produção seria de 88,1%, considerando a situação de mercado em 2009.

Porém, é preciso considerar que um investimento em produtividade tende a trazer também melhoria da qualidade do leite e ainda aumentar a escala do produtor. Assim, o aumento do volume de leite entregue a cooperativas e laticínios pode também proporcionar um preço mais elevado. O ganho em receita, na prática, seria superior aos 88,1%.

O ganho em receita não compensaria a expansão de todo o sistema produtivo sem que houvesse aumento de produtividade e, com isso, diluição dos custos de produção.

Os ganhos ambientais seriam muito maiores no caso da intensificação, uma vez que o mesmo número de vacas produziria mais leite sem aumentar a emissão de gases do efeito estufa.

Fonte: As informações são do Ativos da Pecuária de Leite, adaptadas pela Equipe da Revista Leite Integral

   

Mais Notícias


Brasileiro é bom de futebol, samba e sustentabilidade

Transferência de embriões para reprodução garante eficiência na pecuária

Leite Brasil: Boas perspectivas para produtores de leite

Relator na Câmara diz que texto do Código Florestal será apresentado no final de fevereiro

Importação de leite em pó argentino aumenta 135% em janeiro

[Outras Notícias]
WebMail - Admin - CRM